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Mulheres negras que movem o mundo!!!!


ISABEL FILLARDIS

Ela é referência no quesito trabalho social, ajudando portadores de cuidados especiais através da campanha A Força do Bem (ela mesma é mãe de uma criança especial). Além disso, de sua preocupação com o meio ambiente nasceu a ONG Doe Seu Lixo, que auxilia na coleta seletiva revertendo lixo em fundos para as questões socioambientais.
Isabel ficou grávida de seu segundo filho, Jamal Anuar, e dois meses após o nascimento da criança, descobriu que ele era portador da Síndrome de West, um tipo epilepsia que altera o desenvolvimento mental. Sensibilizada, decidiu lutar pela causa dos portadores da doença e, em 2006, lançou a campanha Força do Bem, dedicada a promover auxílio a pessoas que necessitam de cuidados especiais (deficientes visuais, mentais, auditivos e/ou motores), e que não tenham condições para isso.
Em 2003 já havia fundado a ONG Doe Seu Lixo, voltada para área socioambiental. Ela é uma atriz bem sucedida e têm 3 filhos - isso não impede que ela transforme o mundo!!!

BENEDITA DA SILVA

Carioca, de 62 anos, ativista do movimento negro e feminista entrou para a história da política nacional como a primeira senadora negra do Brasil. É dela o projeto de lei da licença maternidade de 120 dias. Um símbolo da ascensão dos negros e mulheres na política brasileira.
Iniciou sua carreira política ao se eleger vereadora do Rio de Janeiro em 1982, após militância na Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1986, foi eleita deputada federal, e se reelegeu para este cargo em 1990.
Na Legislatura de 1987-1991, Benedita participou da Assembleia Nacional Constituinte, onde atuou como titular da Subcomissão dos Negros, das Populações Indígenas e Minorias. Em seguida, passou à Comissão de Ordem Social e da Comissão dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.
Em 1992, foi candidata do PT a prefeitura do Rio de Janeiro. Terminou o primeiro turno em 1º lugar, mas foi derrotada no segundo turno por César Maia, candidato do PMDB. Em 1994, elegeu-se senadora, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar uma vaga no Senado.
Foi eleita vice-governadora do Rio de Janeiro em 1998 na chapa de Anthony Garotinho. Para assumir o cargo, renunciou ao mandato de Senadora, que só terminaria em 2002 - assumiu o suplente Geraldo Cândido.
Em 2001, presidiu a Conferência Nacional de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, que reuniu mais de dez mil pessoas de todo país, entre lideranças de ONGs e governos.


GLÓRIA MARIA

Formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Glória iniciou sua carreira durante nos anos 70 e já passou pelas apresentações de diversos programas jornalísticos da Globo como RJTV e Fantástico .
Glória tornou-se respeitada pelas reportagens especiais e viagens a lugares exóticos que fez – como uma viagem pelo Deserto do Saara ou ao percorrer o caminho de Cristo desde Israel até o Egito, dentre outras. Glória cobriu também a Guerra das Malvinas, em1982. Por ter viajado para mais de cento e vinte países ao longo da carreira, Glória possui já mais de dez passaportes preenchidos. Glória também já entrevistou várias pessoas famosas; dentre essas estão Freddie Mercury, Madonna e Michael Jackson.
Durante os anos 90 e os anos 2000, além das grandes reportagens e viagens, Glória Maria tornou-se apresentadora do Fantástico, fazendo muito sucesso com o público e sendo a primeira negra a apresentar um programa na Rede Globo. Em 2008, Glória Maria pediu afastamento de todas as suas funções para repensar sua vida e por isso se afastou da televisão por dois anos.
Em janeiro de 2010, Glória se reuniu com os diretores de jornalismo da Globo e foi decidido então que ela seria repórter especial do programa Globo Repórter, o qual até hoje integra e o qual algumas vezes co-apresenta ao lado de Sérgio Chapelin.


Pessoas que movem o mundo:



A promotora de Justiça MARIA GABRIELA MANSSUR usa como referência a história da cantora Rihanna e a corrida para ajudar mulheres que foram vítimas de agressão. Para ela, nem todos os policiais, promotores e juízes têm vocação para lidar com mulheres
Casada, três filhos, também viveu as suas dificuldades e decepções. O primeiro marido não queria que ela prestasse concurso para o cargo. Quando se firmou, se separou dele. Antes, foi perguntar aos superiores se o divórcio pegaria mal para uma promotora e a instituição. "Se eu, já estando no MP, tive a necessidade equivocada de pedir intervenção na minha vida privada, imagine como se sente a mulher que vai à delegacia buscar socorro e ouve: "Volta para casa, fica lá com o agressor até o juiz decidir pelas medidas protetivas". Ora, ela quer que a Justiça lhe dê a mão e isso às vezes não ocorre. Gabriela escreverá um livro para sensibilizar policiais, promotores e juízes. "Muitos não têm vocação para lidar com as mulheres." 
A paulistana é a peculiar mulher moderna, que se trabalha para conciliar o cargo, os cuidados com a família e consigo mesma. Aos 39 anos, a promotora de justiça tem três filhos, luta pelos direitos das mulheres e ainda corre quatro vezes por semana. Além disso, encontra tempo para motivar mais de 24 000 seguidores de seu Instagram (rede social de imagens) com dicas de corrida e de moda. "Correr é minha válvula de escape para o dia a dia estressante. Além de ser mais barato que terapia, diminui o culote."
 Fontes: http://runnersworld.abril.com.br e http://mdemulher.abril.com.br/