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EU SOU PLUS SIZE OU OBESA MESMO?
Eu vi duas reflexões: da Magna do Blog "Doce Vestido" (o vídeo dela está no final do post) e da Narumi em torno de temas que me preocupam, sempre, como fashionista e produtora de moda. Esse marketing em torno do universo plus size pode levar a distorções como o da magreza excessiva nas passarelas e a anorexia. Afinal: eu sou plus size ou obesa? Observe que a maioria das modelos deste novo padrão de beleza estão em torno dos tamanhos 14 o que equivale ao manequim 46, com raríssimas exceções. As fashionistas, que se aproveitam para ganhar muito dinheiro com essa nova realidade, algumas, começam acima do peso e depois passam por um processo de emagrecimento. Outras, continuam em nível de obesidade assustador - eu li em uma reportagem que uma dessas modelos plus size tem 124 de cintura. Isso é uma loucura, pois os riscos que essa garota está correndo de morrer bem jovem de um ataque cardíaco ou AVC é muito grande.
Vamos levar o problema para a arena e discutirmos alguns aspectos:
1) Eu estou com sobrepeso ou obesa? Vocês podem calcular seu IMC e comparar com a tabela abaixo. O IMC (Índice de Massa Corpórea) é reconhecido pela OMS como a principal referência para classificação das diferentes faixas de peso. Mas, atenção: não deve ser o único parâmetro para definir os riscos relacionados à obesidade. Outros fatores, como circunferência abdominal e taxa de colesterol, também são muito importantes.O cálculo do peso ideal é feito utilizando a fórmula
IMC = peso / (altura x altura)
2) Circunferência da Cintura - Pegue a fita métrica e meça a cintura. Se você for mulher, com circunferência abdominal acima de 88 cm ou homem com mais de 102 cm, preste atenção.O acúmulo de gordura na região abdominal não envolve apenas questões estéticas, guarda relação direta com a deposição de tecido adiposo no interior da cavidade abdominal, característica associada ao aumento da mortalidade geral. Já a gordura presente na região glútea ou nas coxas tem efeito metabólico menos pernicioso. ( Veja mais informações aqui: http://drauziovarella.com.br/obesidade/circunferencia-abdominal/
Ao avaliar estes dois itens, descobri que a minha situação é muito grave e parti para a "guerra" contra a obesidade, porém com a auto estima lá em cima e muita determinação. De acordo com os cálculos, o meu peso ideal máximo é 64 kg, mas eu discordo, pois com 70 kg adquiridos com prática de 3h diárias de caminhada e muita dieta, eu fico bem magra e com cintura 70 a 74 e o manequim 40. Só que, atualmente, ninguém tem mais tempo de ficar 3 h fazendo exercícios, talvez, aquelas que vivam só da beleza possam fazer isso. Na verdade, eu me preocupo muito com a circunferência da cintura. Hoje, eu defini que 85 cm está ótimo e o tamanho 16 (48) "is perfect for me". Gostosa na medida perfeita.
3) Estratégias no "front" - A primeira coisa que fiz, mais uma vez (já fiz umas 4 vezes com esse objetivo), foi ir ao Cardiologista e fazer uma avaliação pra ver se podia ir para a academia. É claro que o atestado ficou na bolsa, mas eu passei a ver milhares de vídeos de incentivo e sigo estes programas aqui, pois não gosto de ir para o sol por causa da pele. ´Eu comprei uma bike há muito tempo e agora ela está funcionando a todo vapor. É claro que na primeira semana, com 5 minutos de atividade vc estará morrendo. Respeite os limites do seu corpo. Automaticamente, o corpo vai respondendo aos estímulos e seu desempenho vai melhorando. Tenha paciência. Veja abaixo os programas que estou seguindo no momento.
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| Equivalência de tamanhos |
SEM EDUCAÇÃO NÃO ADIANTA TER DINHEIRO NO BOLSO!!!
Sem EDUCAÇÃO, não adianta ter dinheiro no bolso. Aliás, é uma perfeita tragédia. Segue um trecho da fala de Nizam Guanaes para reflexão.
"O que os americanos e ingleses mais sofisticados têm em comum? Cultura. Livros e dinheiro são uma mistura perfeita para elegância, savoir faire e bom gosto.
Infelizmente o Brasil, que copia tanta coisa destes dois grandes países, não aprendeu a copiar essa ainda. A pobreza do rapaz rico dos camarotes, estampada na capa da Vejinha, mostra uma classe alta inculta que beira as raias do constrangimento num país cheio de desigualdades.
Ninguém que tenha aberto um livro será capaz de, num mundo desigual como o nosso, abrir champanhes magnum a rufar de tambores e piscar de luzes. Dinheiro sem livro faz garotos ruidosos e meninas caladas. Gente mal vestida com as melhores grifes. E que não sabe se comportar no mundo. Gente caipira.
A começar, não sabem falar inglês, inaceitável num mundo global. O mais lamentável ainda é que falam mal português também.
A vida social em Nova York e Londres se passa dentro de universidades e museus, misturando caridade, diversão e cultura. Quando você conversa com pessoas como Tina Brown e Arianna Huffington, elas não são apenas locomotivas sociais, elas são enciclopédias vivas. Sem cultura e sem refinamento intelectual, seremos sempre sinhozinhos e sinhazinhas capiras mesmo que a gente compre todas as roupas, relógios, fivelas, todos os aviões e carros do mundo.
Este país, apesar de todos os desafios que tem, já é um gigante global. E além de uma nova classe média, ele precisa de uma nova classe alta.
Harvard, Yale, Stanford, Oxford, Cambridge… são centros sociais desse mundo moderno. É lá nessas escolas que se formam o establishment social que vai influir no mundo. No Brasil, nós ainda achamos que esse establishment se forma em Nammos, em Mikonos, ou no Club 55, em St.-Tropez.
Nasci no Pelourinho. Fui a uma universidade bem mais ou menos. Mas em vez de dar uma Ferrari pro meu filho, coloquei ele na melhor escola que São Paulo tem: a Graded. E ele, por conta própria, escolheu fazer o colegial em uma das melhores prep schools dos Estados Unidos. A escola Exeter foi fundada em 1781. Lá estudou Mark Zuckerberg. A biblioteca tem 250 mil livros. E Antonio está estudando latim, fazendo remo e sofrendo pra burro pra entrar na disciplina da escola. Mas isso sim é uma herança.
Meu filho leu mais do que eu, sabe mais do que eu. Está se tornando um homem melhor por dentro e por fora.
Eu acredito que desse jeito construo não só um futuro pra ele, mas construo um futuro melhor pro país. Eu me dedico pessoalmente à educação de minhas crianças. Cada uma tem seu caminho e seu estilo. Passei, por exemplo, uma semana mostrando a Antonio o que era Istambul. E três horas jantando com Zeca, eu e ele, num restaurante três estrelas Michelin em Osaka.
Os brasileiros melhores que nós formamos são a maior contribuição que podemos dar ao futuro desse país. Claro que o caminho não é fácil. Antonio, por exemplo, acostumado à boa vida de um menino em sua idade em São Paulo, luta para se enquadrar à vida espartana e focada em Exeter. Ao acompanhar meu filho e sua luta na tradicional escola, vejo de posição privilegiada como os Estados Unidos e a Inglaterra fabricam grandes mentes a ferro e fogo. Estudantes de história que viram fotógrafos ou vão fazer moda, ou simplesmente serão grandes anfitriões.
Mas em tudo que forem fazer terão a marca indelével da boa educação. E é isso, educação, que nós, a elite, desejamos e cobramos tanto para os pobres que eu cobro para os ricos. Porque é elite estudada, culta e sensível um dos maiores luxos que este país mais precisa.
(Autor do trecho destacado: Nizan Guanaes)
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